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Fenapef convoca para mobilização contra ameaças a salário e aposentadoria de policiais federais

01/01/1970

Policiais federais vão reagir à insistência do Governo Federal de avançar com o desmonte do serviço público”. É o que garante o presidente da Fenapef, Luis Antônio Boudens, em seu convite para que lideranças da carreira participem de videoconferência nesta terça-feira (28), a partir das 10h.
O objetivo, segundo Boudens, é traçar estratégias para combater a Reforma da Previdência e a Medida Provisória 805/2017, que suspende a recomposição salarial para diversas categorias do serviço público federal. Para os policiais federais, a última negociação foi insuficiente para repor sequer as perdas inflacionárias e essas parcelas foram conquistadas após longas negociações. “E a medida do Governo ainda vai além nos danos causados a esse grupo de servidores, pois aumenta a alíquota de contribuição previdenciária do funcionalismo público de 11 para 14%”.
A assembleia virtual também servirá para os policiais federais definirem uma data para se juntarem à outras entidades sindicais em protesto às medidas do Governo. “A categoria policial vai decidir qual rumo seguirá nas próximas duas semanas e se integrará a greve geral marcada para o dia 5 de dezembro, véspera da votação da Reforma da Previdência no Congresso Nacional”, destacou.
Entenda
Na última quarta-feira (22), o presidente Michel Temer convocou jantar com parlamentares para anunciar mudanças na Proposta de Emenda à Constituição 287, da Reforma da Previdência, na tentativa de convencê-los a votarem pela sua aprovação na próxima semana.
Para Boudens, o novo texto caracteriza a intenção do Governo de provocar um desmonte da máquina pública, o que resultará em retrocessos especialmente para os policiais.
“O Brasil vive uma de suas maiores crises de Segurança Pública, policiais estão sendo mortos em todo o País, não podemos permitir que o Governo desconsidere a atividade de risco dos policiais federais para concessão da aposentadoria, nem a importância desses profissionais na superação da crise. Essa conta não é do trabalhador brasileiro”, pontuou.
A decisão do Governo de avançar com o texto da Reforma também contraria o relatório da Comissão Especial que investigou as contas da Previdência. Segundo relatório da CPI, a Previdência Social é superavitária e não há déficit para justificar a aprovação da reforma.
Agência Fenapef