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Renato Sérgio de Lima e Roberto Darós encerram primeiro dia de Congresso

23/11/2017

Cerca de 200 pessoas – entre profissionais de segurança pública, lideranças sindicais, jornalistas e estudantes – estiveram presentes na abertura do 1º Congresso de Jornalismo e Segurança Pública, realizado nesta terça-feira (21), no Museu Nacional Honestino Guimarães, em Brasília (DF).
Após a solenidade de abertura, o evento recebeu o presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, professor da FGV e pesquisador do Núcleo de Estudos da Violência (NEV), Renato Sérgio de Lima, que lamentou os dados alarmantes da Segurança Pública brasileira, criticou os modelos adotados no país e reforçou a importância de discutir o assunto.
“Nesse clima de ‘salve-se quem puder’, o diálogo com a população brasileira é necessário e o papel da imprensa, das polícias, dos órgãos do judiciário e do Ministério Público se torna fundamental para mostrar o tamanho do desafio que temos que enfrentar”, explicou.
De acordo com 11º Anuário de Segurança Pública, realizado pelo FBSP, o Brasil registrou 61.619 mortes no ano passado, o equivalente, em número, às mortes ocorridas em decorrência da explosão da bomba atômica em Nagasaki.
“O brasileiro não se sente seguro. A violência se espalhou para todos os estados e se tornou um drama que afeta todos nós no país inteiro. O que faz desta discussão ainda mais relevante”.
O advogado criminalista, mestre em Direito Processual Penal e policial federal aposentado, Roberto Antônio Darós, finalizou o primeiro dia de palestras alertando a população sobre a necessidade de adotar metodologias mais eficientes e abandonar ferramentas que burocratizam a investigação.
“É chegada a hora de implantar um novo procedimento de investigação criminal, que seja moderno, célere e que efetivamente diminua as taxas de letalidade. Para então, acabar com essa guerra entre corporações policiais e criminosos”, apontou.
Darós concluiu a apresentação parabenizando a Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) e o Sindicato dos Policiais Federais do Distrito Federal (Sindipol/DF), por dar prosseguimento a uma discussão “atrasada” sobre o atual modelo de segurança pública com a sociedade brasileira.
PROGRAMAÇÃO
O 1º Congresso de Jornalismo e Segurança Pública vai receber no segundo dia de programação, nesta quarta-feira (22),  nomes importantes como do fundador do Grupo de Ações Táticas Especiais da Polícia Militar (GATE) e professor da USP, Diógenes Lucca; dos policiais federais Bruno Requião e Rodimilson Uchoa, que falarão respectivamente sobre “Ciências de Redes na Resolução de Crimes” e “Crime Organizado nas Fronteiras”.
Também estão previstos painel com os policiais Eliel Teixeira, da Polícia do Condado de Los Angeles (EUA), e Rob Salomão, da Polícia Real Montada do Canadá, sobre o modelo de investigação brasileiro; além de debate com jornalistas que se destacaram na cobertura da Lava-Jato e da crise de Segurança Pública em 2017.
O evento é aberto ao público. Acompanhe ao vivo:  www.fenapef.org.br/congresso.
Agência Fenapef