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Boudens defende modernização da Segurança Pública em visita à Câmara Municipal de Olinda (PE)

24/10/2017


Com intuito estreitar laços com as bases sindicais e fomentar a atuação dos parlamentares em prol da superação da crise de segurança pública, o  presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), Luís Antônio Boudens, tem cumprido agenda intensa pelo país. Na última semana, ele visitou a Câmara Municipal de Olinda, a convite do policial federal, vereador e presidente da Casa, Jorge Federal (PR). Na ocasião, Boudens falou sobre os desafios do setor e sobre a importância de contar com representantes dos policiais em espaços de tomada de decisão, como na política.
“O projeto dos policiais federais para 2018 é ampliar a representatividade da Carreira nas Câmaras Municipais e Estaduais e no Congresso Nacional. Se as propostas e projetos para segurança pública ocorrem nesses locais, é lá que precisamos estar, fazendo um bom trabalho a exemplo do que o policial Jorge Federal tem feito aqui no município”.
Em sua fala, Boudens, que também é policial federal há 21 anos, criticou o atual modelo de segurança pública brasileiro e defendeu a integração das polícias por meio do Ciclo Completo de polícia, como já ocorre em países com bons índices de combate ao crime. “É necessário desburocratizar a investigação policial para oferecer resultados mais rápidos à sociedade. Criar uma linha direta entre os policiais que estão no local da ocorrência e a apuração dos fatos”, argumentou.
A casa ouviu atenta às críticas feitas pelo representante dos policiais federais ao modelo ineficiente do setor, que resulta em índice de elucidação de crimes inferiores a 8% em âmbito federal e podem ser ainda mais preocupantes em alguns estados brasileiros.
Recife, por exemplo, é apontada pelo Mapa da Violência como a segunda cidade mais violenta do Brasil. Em 2005, a capital chegou a  ser objeto de estudos da Fenapef e tema de publicação de livro.
“Lava Jato caminha na contramão, porque foge do modelo atual”, destaca Boudens
Segundo Luís Boudens, a Lava Jato caminhou na contramão desses dados justamente por adotar métodos mais modernos de investigação.
“Na Lava Jato, os diversos depoimentos, boletins de ocorrência e demais ritos cartorários deram espaço para a implantação de procedimentos objetivos, de um trabalho organizado e sequencial de apuração, seguido pela apreciação do Ministério Público e da decisão do Poder Judiciário”, destacou.
Em três anos, a Lava Jato resultou na prisão de 198 pessoas e cinco políticos se tornaram réus por envolvimento nos crimes investigados pela Operação. “Ocorreram, ainda, condenações emblemáticas por desvios de verbas em apenas um ano de trabalho, enquanto inquéritos de evasão de divisas, nos moldes atuais, levam de cinco a dez anos para serem solucionados e muitas vezes se perdem na burocracia cartorária”.
Pressão por mudanças
O presidente Luís Boudens lembrou que o novo Código  de Processo Penal Brasileiro está sendo discutido na Câmara dos Deputados e que existem grupos se articulando para manter esta estrutura arcaica do direito penal brasileiro, motivados por pleitos corporativistas ou interesses dubitáveis.
Nesse contexto, os vereadores têm um papel político de extrema importância para suscitar o debate e a execução de propostas para o setor em seus municípios. “A construção de um país melhor, sem violência, começa com as nossas ações e de nossos representantes”, finalizou.
Apoio do Sinpef/PE
A visita à Câmara Municipal de Olinda também contou com a participação e apoio da diretora de Comunicação do Sindicato dos Policiais Federais de Pernambuco (Sinpef/PE), Fabíola Simões.
 
Agência Fenapef de Notícias