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Em ofício encaminhado para o TCU, vice-presidente da Fenapef, denúncia a possível doação dos vants à FAB

20/10/2017


Adquiridos em 2011, os vants (veículos aéreos não tripulado) da Polícia Federal não decolam há alguns anos. Atualmente os equipamentos estão parados no hangar, em São Miguel do Iguaçu (PR). Na época, o Governo Federal prometeu comprar cerca de 14 aeronaves, capacitar 90 policiais federais para operar o sistema, construir quatro bases aéreas fixas e duas móveis a fim de permitir a PF colher informações para o combate ao crime organizado.
Fabricados pela empresa israelense IAI (Israel Aerospace Industries) os vants custaram US$ 27,9 milhões de dólares, o equivalente a R$ 150 milhões de reais aos cofres públicos do país. Mesmo com uma demanda crescente no enfrentamento ao crime organizado, a Polícia Federal parece ter a intenção de abrir mão dos vants para a Força Área Brasileira (FAB).
Militares da FAB visitaram a base de São Miguel do Iguaçu (PR) para verificar o estado de preservação das aeronaves. Diante desse fato o vice-presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) e presidente do Sindicato dos Policiais Federais no Distrito Federal (Sindipol-DF), Flávio Werneck, enviou um ofício para o Tribunal de Contas da União (TCU) no qual denúncia a possível doação dos vants para as Forças Armadas.
De acordo com Werneck, a doação destes equipamentos para a FAB acarretará em um prejuízo significativo no combate ao crime organizado, principalmente na área da tríplice fronteira brasileira.
“Caso a PF queira utilizar os vants, de acordo com informações disponíveis, será necessária solicitação de disponibilidade à FAB para uso da aeronave e verificar se há condições da instituição nos dar suporte no operacional, o que não faz o menor sentido, pois temos policiais capacitados para operar o veículo aéreo”.
Os vants e a PF
Os veículos aéreos não tripulados podem voar por até 37 horas ininterruptas, com um alcance de 2 mil km. Desde sua aquisição a Polícia Federal fez apenas mil horas de voo, o equivalente a 1 milhão de reais para cada voo.
“O que falta para os vants funcionarem adequadamente é uma gestão competente, que se efetive o contrato de manutenção dos equipamentos e treinamento das autorizações aéreas. O que não acontece, pois o que vemos são as aeronaves abandonadas”, afirma Flávio.
Agência Fenapef