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Servidores param atividades nesta quinta-feira em protesto contra o governo federal

15/09/2017

Servidores municipais, estaduais e federais pararam as atividades nesta quinta-feira (14) para fazer pressão no governo federal. Alguns setores continuaram trabalhando normalmente, para evitar descontos em folha de pagamento, mas outros, como a Universidade Federal do Paraná (UFPR), e o Hospital de Clínicas (HC), não trabalharam.
A previsão é de que todos os serviços afetados nesta quinta-feira voltem ao normal na sexta-feira. O dia 14 de setembro foi escolhido por ser um dia nacional de paralisação em defesa dos serviços públicos.
“Mas estes ataques do governo federal não atacam só aos servidores federais, então é por isso que resolvemos nos unir”, comentou Máximo Colares, diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Educação das Instituições Federais de Ensino Superior no Paraná, o Sinditest.
Conforme explicou o diretor de um dos sindicatos da mobilização, a reforma trabalhista já foi aprovada e não há muito o que se fazer, mas ainda existem outros pontos importantes a serem tocados.
“Basicamente, não queremos perder os direitos já conquistados. O que a gente tem visto são diversos ataques aos direitos no sentido de fazer um desmonte dos serviços públicos, que vão prejudicar não só os trabalhadores, mas a população também”, explicou.
Sem atividades
Por conta do ato desta quinta-feira, as aulas na UFPR foram suspensas e parte das atividades do HC também. Os atendimentos de urgência e emergência e também as consultas dos pacientes de risco foram mantidas, mas outros pacientes que tinham consultas e exames marcados vão precisar fazer um novo agendamento.
Máximo, que trabalha como enfermeiro no Hospital de Clínicas, explicou que a situação por lá está cada vez pior. “Complicou ainda mais depois do corte nos gastos. Faltam materiais básicos como soro fisiológico, medicações. Tem dia que falta até seringa, constrangimento para os trabalhadores”.Além do problema principal do HC, a situação pode ficar ainda pior, porque faltam trabalhadores. “Os pouco mais de 900 funcionários, que foram chamados no concurso e que começariam a trabalhar agora em outubro, não vão mais por causa de uma mudança do edital. O começo vai ser em janeiro, mas cerca de 300 pessoas já até pediram demissão de seus empregos, porque foram obrigados a isso. Nesse caso, o problema maior vai ser para os trabalhadores, mas a população vai continuar sofrendo”.