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Força-tarefa da Lava Jato é dissolvida em Curitiba

07/07/2017

A Polícia Federal decidiu acabar com a força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba. A decisão foi divulgada, nesta quinta-feira (6), pela revista "Época" e confirmada pela instituição por meio de nota oficial.
A partir de agora, o grupo exclusivo de combate à corrupção, que ganhou notoriedade ao desbravar os escândalos de corrupção na Petrobras, vai ser integrado à Delecor (Delegacia de Combate à Corrupção e Desvio de Verbas Públicas). De acordo com a PF, a mesma medida está sendo adotada para a Operação Carne Fraca.
A iniciativa partiu do delegado Igor Romário de Paula, que coordena a Operação Lava Jato no Paraná, e acatada pelo Superintendente Regional, delegado Rosalvo Franco.
A PF informou que os delegados do Grupo de Trabalho da Lava Jato estavam sobrecarregados, "com 20 inquéritos cada um", e que a integração tem por objetivo priorizar as investigações de maior potencial de dano à administração pública e facilitar o intercâmbio de informações.
A nota também destaca que as investigações passam a ter 70 policiais e que as apurações não se concentram somente em Curitiba, mas compreendem o Distrito Federal e outros dezesseis estados.
Em meio às suspeitas de interferência política sob o governo do presidente Michel Temer, o Ministério da Justiça reduziu em 29,5% os recursos destinados à PF e impossibilitou o uso de 44% da verba prevista, conforme divulgou o jornal "O Estado de S. Paulo" no mês passado.
À "Época", delegados, procuradores e outros agentes afirmaram que os cortes e o desmembramento da força-tarefa são meios para dificultar os rumos da Operação.
A Fenapef (Federação Nacional dos Policiais Federais) emitiu nota em repúdio à decisão afirmando que "a medida de caráter administrativo pode trazer prejuízos sobretudo à Lava Jato".
A entidade alega que a perda do contato exclusivo com o Ministério Público e o Judiciário fará a operação seguir os trâmites burocráticos de um inquérito comum "do já ultrapassado modelo investigativo do país".