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Editorial Diário de São Paulo: Quando eu crescer eu quero ser...

19/01/2016

Muitas crianças devem completar  a frase acima com “policial federal”. A profissão ganhou um destaque imenso nos jornais e na televisão por conta da Operação Lava Jato. Os brasileiros  passaram a vê-los quase como heróis que combatem a corrupção. Algumas figuras ficaram até famosas de verdade, como o tal do “japonês da federal”. Se as crianças os tratam como heróis, os jovens os têm como exemplos e querem seguir carreira semelhante. Em um país que, ainda, vez ou outra, cultiva uma certa idolatria por segmentos ou pessoas que passam longe da legalidade, ver adolescentes pensando em ser PF é ótimo. Pena que estes profissionais sofrem com pouco apoio psicológico, como mostra a reportagem 2 e 3 ( Operação Estresse: Nem tudo são flores na Federal - *leia abaixo). Eles não precisam ser tratados como heróis, mas como profissionais dignos, sim.

Fonte: Diário de São Paulo


* Operação Estresse: Nem tudo são flores na Federal
O Diário de São Paulo divulgou reportagem no último domingo (18) sobre as perspectivas para os que desejam trabalhar na Polícia Federal. A matéria diz que, apesar do glamour da carreira, provocado sobretudo por ações como a Lava Jato, nem tudo são flores. 
 
O jornalista Fernando Granato entrevista o presidente do SINDPOLF/SP, Alexandre Santana Sally e acrescenta também dados da Fenapef e aspas de Jones Leal, quando ainda presidente da Federação.
 
PF denuncia alta de suicídios na corporação
 
Apesar do glamour, provocado por ações como a Lava Jato, policiais sofrem pressão psicológica
 
Um agente poderoso, capaz de combater a corrupção e as mazelas do país. Apesar dessa imagem heroica, reforçada por operações famosas, como a Lava Jato, os integrantes da Polícia Federal enfrentam problemas como a falta de um plano de carreira, estresse, alcoolismo, ansiedade, depressão e até mesmo suicídio.
 
Segundo a  Fenapef (Federação Nacional dos Policiais Federais), de 1999 a 2003 foram apuradas oito ocorrências de suicídio dentro do quadro de servidores da instituição. De 2005 a 2009, foram registrados dez casos. Já entre 2010 e 2014, essas mortes chegaram a 22, o que representa 120% de aumento no número de agentes que atentaram contra a própria vida.
 
Em uma pesquisa realizada pela Fenapef, em 2013, 30% dos entrevistados admitiram tomar algum tipo de medicamento para tratamento psicológico ou psiquiátrico. “Oficialmente, existem apenas um psiquiatra e cinco psicólogos para atender toda a PF”, afirmou a assessoria da federação.
 
O presidente da entidade, Jones Leal, acredita que o regime militarizado ao qual os agentes federais se submetem tem contribuído para que os casos aumentem. Além disso, os registros de assédio moral por parte dos gestores podem contribuir para que doenças psicológicas se agravem.
 
“Os agentes ficam longe da família, expostos a situações estressantes e quando se reportam ao órgão para pedir ajuda, além de não receberem o tratamento adequado, acabam sendo marginalizados, encostados em suas residências. A vergonha em solicitar apoio agrava a situação”, afirma Leal.
 
Veja a íntegra: http://goo.gl/KgxU7x
 
Fonte: O Diário de São Paulo