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SINPEF-PR participa de almoço com coordenador da Lava Jato

12/08/2015

Na última quarta-feira (12/08), o Vice Presidente do SINPEF-PR, Alberto Domingos Jáncke, participou da reunião-almoço do Rotary Clube Curitiba Centro, na sede da Associação Comercial do Paraná, evento que teve colaboração do Conselho Político da ACP. Contou com a presença, como palestrante, do procurador da República Deltan Dallagnol, Coordenador da Operação Lava Jato.
Na ocasião o Procurador falou aos Rotarianos e aos representantes do setor comercial e produtivo desta Capital sobre oque considerou ser sua missão pessoal frente sua profissão: “que é de servir à sociedade, porque foi ela quem o contratou para a realização desse trabalho”. Afirmando que “existe uma esperança para a sociedade brasileira”, que “Vale a pena lutar pelo nosso País e pessoalmente não irá desistir”.
O Procurador Dallangnol, após ter estudando na Universidade Harvard (EUA), onde se especializou na legislação de combate ao chamado crime de colarinho branco, está no Ministério Público Federal desde 2003, tendo atuado em outros casos de grande relevância neste âmbito, como foi, há alguns anos, o caso Banestado.
Quanto a Operação Laja Jato propriamente dita falou que o resultado é promissor, pois já alcançou cerca de 150 pessoas e produziu um feito inédito na história brasileira, ou seja, “a devolução aos cofres públicos de R$ 850 milhões do resultado da propina”.
Destacando que nos demais processos de corrupção investigados até agora “o total devolvido não passou de R$ 45 milhões”. Que, no caso investigado pela Lava Jato, o total estimado de propina é de R$ 6,2 bilhões. “Mas, muitos afirmam, ser esta apenas a ponta do iceberg, pois segundo levantamentos da Organização das Nações Unidas (ONU) o total da corrupção no Brasil atinge o valor aproximado de R$ 200 bilhões anuais”.
O dinheiro desviado pela corrupção, em sua maioria advém da majoração indevida no custo final de obras públicas. Salientando que, caso houvesse um controle mais efetivo, o orçamento do governo seria suficiente para aplicar três vezes mais em educação, duplicar os serviços de segurança pública reduzir 10 milhões o número de pessoas que vivem na faixa da miséria absoluta.
O procurador Deltan Dallagnol citou o exemplo de Hong Kong, “onde a corrupção era sistemática e endêmica nos anos 60 e 70 do século passado”, Mas, diante de atitudes adotadas pelo governo local, conseguiu diminuir e combater os casos de desvio de dinheiro público.
Disse ainda que, o Brasil ocupa a 69º posição entre os países “que menos providências assumem no combate à corrupção”, citando dados da Transparência Internacional.
O procurador destaca que a operação Lava Jato, em si, não trará mudanças radicais para o panorama de corrupção no país, mas servirá, como indício de esperança para a sociedade.
Salientando ainda, a importância que a sociedade organizada tem através da atuação de Rotary Clube, Associação Comercial do Paraná, Igrejas e tantas outras entidades, que podem concretizar as mudanças necessárias.
O procurador defendeu penas mais rigorosas para os envolvidos na prática da corrupção, ressaltando que na atuação contra a corrupção existem três medidas que são indispensáveis para ter êxito, principiando pela prevenção, passando pela punição exemplar dos culpados e culminando com a devolução do dinheiro roubado, até se atingir o fim da impunidade.
O procurador citou o projeto de lei de iniciativa popular denominado “10 Medidas Contra a Corrupção”, que dispõe sobre propostas legislativas para aprimorar a prevenção e combate à corrupção e impunidade, entre elas a condenação do enriquecimento ilícito, o aumento das penas para a corrupção e a transformação em crime hediondo quando se tratar de altos valores auferidos ilegalmente. O projeto que visa obter 1,5 milhão de assinaturas em todo o território nacional a fim de ser apresentado ao Congresso Nacional.
O SINPEF-PR  apoia os Policiais Federais que tem se dedicado nas investigações, bem como o projeto de medidas contra a corrupção.
A íntegra está disponível no site: www.10medidas.mpf.mp.br
 
fonte: SINPEF-PR