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SEMPRE EM BUSCA DA PAZ

22/05/2013
Autor: Flávio Werneck

SEMPRE EM BUSCA DA PAZ


Tendo em vista os discursos dissonantes e sofismáticos apresentados nesses últimos dias, vou declarar minha posição: EU SOU DA PAZ.

Mas a paz é um bem raro e caro. Deve ser conquistado. Vamos fazer um esforço de reflexão e para isso vou me utilizar de trecho da música do ‘O Rappa’ – Minha Alma (A paz que eu não quero) – como prefácio do texto:

“... Às vezes eu falo com a vida. Às vezes é ela quem diz: Qual a paz que eu não quero conservar pra tentar ser feliz?...”.

A paz é uma conquista. No Departamento de Polícia Federal passa por premissas básicas de qualquer país que tem por lei maior a Constituição Cidadã. Apresento a expressão que melhor traduz o caminho da paz:

FIM DO APARTHEID INSTITUCIONAL.

Apartheid significa vidas separadas. É a negação dos direitos sociais, econômicos e políticos. O governo (DPF), controlado por uma categoria minoritária cria leis (IN, IS, etc) e governa (OMP, PAD’s) apenas em prol de seus interesses.

Para alcançarmos o equilíbrio e a desejada pacificação temos que enfrentar o problema e buscar o exercício dos direitos que estão sendo extirpados. Temos que RECONQUISTAR:

1 - DIREITO POLÍTICO - Democratização do Departamento de Policia Federal: Autoexplicativo. Para alcançarmos a paz desejada temos que ter o direito de eleger o nosso representante máximo: eleições diretas para Diretor Geral. E mais, todos os cargos têm que ter representatividade no órgão, ou seja, compartilhamento de poder. Todos os cargos têm atribuições derivadas de competências e as suas respectivas chefias devem ser alcançadas pelos mais competentes e capazes.

2 - DIREITO ECONÔMICO - Resgate da remuneração dos servidores do DPF: Atualmente no DPF, prega-se a segregação social com a absurda diferenciação salarial. Minha família não pode frequentar os mesmos lugares, os filhos não podem frequentar a mesma escola, etc. Traduz-se pela nefasta “trava salarial”. Citamos ainda as remoções “ex officio” com todos os direitos financeiros apenas para os nobres - aos demais se concretiza a remoção apenas com documento abrindo mão dos valores que lhe são de direito -, assim como a indicação para adidâncias no exterior, onde o que é aplicado é apenas o critério do “amigo do rei”.

3 - DIREITO SOCIAL – implementação de uma política igualitária de capacitação e acesso a cursos: Temos uma política de capacitação tendenciosa, que beneficia com pós-graduações, mestrados e doutorados apenas o cargo dominante e aqueles que se curvam à prática da vassalagem. Diferenciação da titulação e seu fim no curso de promoção para as classes especiais.

Verdadeiros Policiais Federais, os sintomas de implementação de ideologia segregadora são fartos. Desde diferenciação em servir café e água, passando pela exigência de vestimentas diferenciadas nos cursos da ANP e tendo como símbolo maior o código de ética da Associação da classe hoje dirigente, verbis:

“Art 7º - O associado da ADPF deverá evitar as seguintes condutas, por serem consideradas antiéticas.

(...)

VI - promiscuir-se com subordinado hierárquico, dentro ou fora de suas funções;”

Peço aos Policiais Federais reflexão. Vamos nos politizar. Procurar os sindicatos. Participar.

PAZ SEM VOZ NÃO É PAZ. É MEDO!


Fonte: Agência Sindipol/DF

Por Flávio Werneck