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Prezados Colegas Policiais Federais,

13/11/2011
Autor: Ubiratan Antunes Sanderson

Prezados Colegas Policiais Federais,

Há 47 anos nascia aquela que seria uma das mais respeitadas instituições públicas de nosso País, surgia o Departamento Federal de Segurança Pública (DFSP), que com a Constituição Federal de 1967 passou a chamar-se Departamento de Polícia Federal (DPF). Criado em 16 de novembro de 1964, a Polícia Federal teve como paradigma os modelos das polícias federais dos EUA, Inglaterra e Canadá. Em 1965 surge o Estatuto do Policial (Lei 4878/65), ano seguinte à Revolução de 1964 (que hoje chamamos de Golpe Militar 64).

Reconhecida por um histórico de trabalho, ética e denodo profissional, a Polícia Federal, nas 02 últimas décadas e a partir do trabalho de seus servidores, conquistou a divisa de uma Polícia Cidadã, abandonando de vez aquela característica de Polícia Política imposta pelos tempos de repressão, passando a ser uma das principais zeladoras dos interesses sociais da República. Todo esse prestígio foi construído com árduo e custoso esforço de cada um de nós (policiais e administrativos) que, com sacrifício pessoal e até mesmo renúncia familiar, venceram todas as tentativas de intimidação oriundas de frentes de toda sorte.

Obviamente ainda há muito a ser construído até atingirmos a Polícia Federal que o Brasil precisa e merece. Senão vejamos:

· O abandono a que estão submetidas as unidades de fronteiras é desanimador;

· O débil sistema de remoções desalenta até mesmo os policiais mais apaixonados;

· O fora-de-época Regimento Disciplinar sancionado por Castelo Branco em 1965 (nem o Regulamento Disciplinar do Exército é tão antiquado) cria uma autofagia sem igual no âmbito da administração estatal;

· O franzino número de agentes policiais e administrativos fragiliza a instituição frente às demandas aeroportuárias e de controle migratório, fazendo com que a população esteja literalmente nas mãos de terceirizados;

· A inexistência de uma repartição de tarefas de comando entre todos os integrantes da Carreira Policial Federal são, por exemplo, alguns estorvos que impedem a modernização da instituição diante das novas expectativas sociais.



Enfim, vários são os desafios a serem por todos atacados: APFs, PPFs, EPFs, DPFs, PCFs e ADMs, profissionais que fazem e são a Polícia Federal. Tal como fizeram os primeiros policiais do DFSP, temos que arrostar todas as barreiras que aí estão para podermos comemorar outros 47 anos de existência, com um órgão voltado cada vez mais à cidadania e ao interesse público.

Para nós, o grande evento de 2014 com absoluta certeza não será a Capo do Mundo, mas o Cinqüentenário da Polícia Federal, marco histórico que cobrará da instituição novos propósitos frente às vicissitudes que virão, especialmente no que diz respeito a seu maior e fundamental bem, o capital humano que construiu ao longo desse quase meio século de vida.

Finalizando, vale a pena lembrar uma frase do gênio Bill Gates: “as únicas grandes companhias que conseguirão ter êxito são aquelas que considerarem os seus produtos obsoletos antes que outros o façam.\"

Um abraço a todos.

Porto Alegre/RS, 16 de novembro de 2011.



Ubiratan Antunes Sanderson

Vice-Presidente do SINPEF/RS





Discurso lido em solenidade havida na manhã de hoje, na SR/DPF/RS.