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Filie-se ao Sindicato dos Policiais Federais do Estado do Paraná



"Os homens podem dividir-se em dois grupos: os que seguem em frente e fazem alguma coisa e os que vão atrás a criticar." (Sêneca)
-Interna

O SINPEF-PR

O movimento sindical é uma das principais conquistas do processo de civilização dos mais diversos povos e etnias. Trata-se de um meio de proteção dos interesses de uma comunidade, ou seja, um grupo lutando – dentro dos aspectos legais – para diminuir as diferenças entre classes trabalhistas e buscando solucionar, através de negociações, os conflitos existentes dentro de uma mesma carreira.

Apesar da característica social que representam, os sindicatos são vistos no Brasil de forma desqualificada, pois as campanhas midiáticas – muitas vezes financiadas pelos governos – tentam denegrir as lutas classistas para que os sindicatos sejam afastados de grandes decisões nacionais.

Apesar disso, os líderes sindicalistas não se deixam abater. As questões trabalhistas e os grandes poderes da sociedade brasileira são apenas estímulos para que a luta sindical esteja sempre presente.

Mas o que é um sindicato?

Os sociólogos e ativistas sociais ingleses, Beatrice e Sidney Webb, definem como uma união de trabalhadores buscando defender seus interesses e melhorando as condições de vida.

As entidades organizam os trabalhadores ao redor de uma consciência de classe, oferecendo a filiação voluntária, com o objetivo de somar forças para alcançar seus interesses sociais, econômicos e profissionais.

Os sindicatos oferecem aos trabalhadores uma organização que representará cada um dos filiados, sem que eles precisem se expor de forma isolada no enfrentamento direto com a chefia. A luta passa a ser coletiva e o trabalhador garante a proteção contra perseguições trabalhistas e garante força para a conquista dos seus desejos.

No Brasil, o movimento sindical surgiu após a abolição da escravidão e a proclamação da República, com 100 anos de atraso em relação aos outros países e somente após muita pressão dos estrangeiros que vieram para trabalhar nas lavouras brasileiras.

A princípio, o setor primário foi o cenário dos primeiros sindicatos nacionais, pois, nessa época, a mão de obra existente era formada basicamente por imigrantes e negros, que viviam em condições precárias de trabalho e salários miseráveis.

Os funcionários públicos, por outro lado, só tiveram o direito a se organizar em sindicatos no ano de 1985, com a redemocratização do Brasil. Os servidores estatuários, somente após a Constituição de 1988, ainda assim, de forma parcial.

Estamos em 2015, século XXI, assistindo a evolução meteórica nos mais diversos campos do conhecimento humano, aproveitando a velocidade das comunicações em tempo real. Há vinte e cinco anos, quando nos reunimos em torno do sonho de profissionalizar os servidores da Polícia Federal, não tínhamos a ideia exata que aquela união de ideais fosse o vento da transformação de uma instituição formada para ser de governo em uma instituição republicana e cidadã.

Entretanto, no Brasil, ainda não conseguimos conhecer a paz, vivemos o caos na segurança pública. Quando pensamos que a chegada ao poder do Partido dos Trabalhadores pudesse significar a democratização final da Policia Federal, sofremos um revés nos ideais de ver uma das melhores polícias do mundo regredir. Somos um dos países mais violentos do planeta, temos três cidades entre as dez mais violentas do mundo, matam-se mais pessoas aqui do que em zonas de guerra. Tocar nesta ferida é de fundamental importância para que a sociedade brasileira compreenda o papel que o sindicato dos Policiais Federais no Estado Paraná, uma entidade que sempre buscou salvaguardar os direitos humanos, tanto dos seus filiados como dos cidadãos, desempenha neste cenário. Não se buscam privilégios, mas a profissionalização e a valorização de seus filiados para que exerçam as suas funções com tranquilidade e eficiência.

Quando o SINPEF-PR luta pelo fim do atual modelo de persecução criminal, herdado do Brasil imperial e pela evolução dos métodos de investigação, não luta por uma categoria, mas por cada contribuinte que quer ter o direito de andar livremente nas ruas, de poder dormir sossegado enquanto seus filhos não retornam ao lar, pois enquanto perdurar este arcaico, burocrático e ineficiente modelo, exclusivamente brasileiro, a impunidade continuará a aumentar os já inacreditáveis índices de violência e as pessoas de bem estarão cada vez mais reféns de marginais, trancafiadas em prisões domiciliares assistindo, nas telas das TVs, os políticos corruptos rindo e sendo beneficiados por embargos e benefícios que nenhum cidadão jamais terá igual.